Palavras

Falamos todo dia, o tempo inteiro. Será que pensamos antes de falar?
O que estamos dizendo, ou melhor, o que queremos dizer é compreendido exatamente da maneira que queremos? Infelizmente não. Cada um tem sua maneira de interpretar a mensagem recebida. O processo de entropia varia de acordo com o eixo paradigmático de cada individuo.
Às vezes uma palavra como “chato” pode abalar o receptor, sendo que para o emissor essa palavra não tem tamanho peso. Vou contar um fato que aconteceu comigo.
Final de expediente sai correndo, mais uma vez em cima da hora para aula da faculdade. No elevador uma colega de trabalho pergunta:
- Cris sabe o que é antropofagia?
- Posso tentar ver com a minha professora, mas ela é chata.
- Ela é velha?
- Já é uma senhora.
Alguns dias depois ela vem até a minha mesa se despedir de mim. E fala:
- Está velha chata veio te dar um abraço e te desejar sucesso.
- Velha chata por quê?
- Você não disse que velho é chato!
Quando escutei isso rapidamente perguntei: - Posso explicar porque falei que minha professora é chata? Ela disse: - Claro que sim!
Então expliquei: Eu me referi a minha professora como chata porque ela diminui as pessoas. Acha que os alunos são inferiores ao seu ser de suprema sabedoria. Isso irrita a turma e por mais que ela saiba o conteúdo da matéria, a aula se torna pedante e chata. È da pessoa independente de ser jovem ou velha.
Minha colega dá um sorriso nesse momento. Esse sorriso dizia que a mensagem foi entendida corretamente agora.
Não existe uma receita para solucionar o problema onde a intensão não é decodificada pelo receptor exatamente como foi codificada pelo seu emissor.
Pense como vai passar a sua mensagem seja ela escrita ou oral, se realmente é relevante. Às vezes é melhor ficar quieto a falar algo que não acrescentará nada para o outro e sim gerar desentendimentos.

Dica: Pense, escute antes de falar!

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